Não consigo ser equilibrado, coerente e são, por mais que eu
assista aos vídeos de gurus que trazem a felicidade e a boa energia em dois
dias... Não dá para ficar de “boas” perante ao abate da população do meu país. Não
consigo, ainda, entender o negacionismo até de pessoas que eu achava que fossem
sensatas. Não dá! Não ando conseguindo. Um pouco de minha paz e felicidade está
se esvaindo em cada óbito, queria não sentir isso. Queria me lixar como
demonstra o chefe do executivo em suas falas com grandes colheradas de sociopatia.
O que meu país se tornou?...
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Sílvio Titato
domingo, 2 de maio de 2021 at 19:20
Quem sempre é poupado de sofrimentos ou desafios, dificilmente passará para a próxima fase no caminho da evolução pessoal...
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Sílvio Titato
quarta-feira, 28 de abril de 2021 at 05:45
Que seja leve
Pois a vida anda pesada
Que seja leve
Pois o fardo está insuportável
Que seja leve
Pois o peso da energia atual enfraquece
Que seja leve
Pois mal enxergamos a luz no fim do túnel
Que seja leve
Por mais dura que a realidade esteja
Que seja leve
Ainda que haja pregos no caminho
Que seja leve
Ainda que a mente lhe confunda, às vezes
Que seja leve
Ainda que a incerteza lhe abrace
Que seja leve
Mesmo vivendo num momento de nadar contra a correnteza
Que seja leve
Mesmo com a falta da certeza
De um porvir
De um alento
De...
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Sílvio Titato
quarta-feira, 31 de janeiro de 2018 at 04:41

Volte, Dilma! E fale que a reforma trabalhista foi sua, que a reforma da previdência precisa ser aprovada. Volte! E fale que é preciso aumentar toda semana o preço do combustível. Diga, em seus discursos confusos, que o gás de cozinha vai aumentar mais uma vez; engane-nos, dizendo que não há inflação.
Volte, Dilma! E comente que você faz parte do grande acordo nacional! Chame ministros investigados e réus para compor seu governo.
Volte, Dilma! Diga que...
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Sílvio Titato
quinta-feira, 10 de agosto de 2017 at 13:04

Descortina-se a lama, o caos do agora
Sofre choros calados a alma que implora
Por migalhas de compreensão
E o ser outrora humano se reflete selva
E a cega esperança se vai, escorre-se pelos dedos
Que trêmulos tentam gesticular um aceno de piedade
Mas a dor segura-os para baixo e se sente o frio do chão
Da solidão que aperta o fígado
Fixo no nada, os olhos cerram-se e se abrem
Na esperança de nunca mais verem a luz
E que a dor se afaste junto do ar que visita as narinas
E que o corte profundo no peito apague...
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Sílvio Titato
quarta-feira, 18 de maio de 2016 at 04:50

Medo disfarçado minha mente tece
Esqueci meus gostos, do que me apetece
Esqueci de meu rosto, o pó apagou
Esqueci dos sonhos, o vento levou
Esqueci o que é elo, ligação
Vago sonâmbulo, sem direção
Falta-me caminho, os pés no chão
Esqueci de chorar, o tempo me privou
Esqueci de falar, a voz não saiu
Esqueci de sorrir
Esqueci de gritar, vontade faltou
Esqueci minhas roupas
Esqueci das pessoas
Amnésia infinita me convém agora
Esqueci aonde vou, perdi a hora...
Pedra Sut...
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Sílvio Titato
sexta-feira, 22 de abril de 2016 at 06:22

Atormenta-me a saudade daquilo que não conheço ainda
Prendo-me ao passado daquilo que não ocorreu
Choro a morte de quem nasceu
Lembro-me de pessoas que jamais conheci
Distintos sentimentos me visitam
Passeio perdido em meus devaneios
Ouço vozes mudas a gritarem por mim
Vivo o início do fim
Vivo a loucura que é mais sensata
Inato, sem noção, sem nação
País de víboras monetárias
Ladrões de terno, me interno
Exilado em meu próprio espaço
Um país sem laço, um lapso
Prefiro a loucura, o palhaço
Pinto-me
Disfarço-me
Hoje...
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Sílvio Titato
sábado, 9 de abril de 2016 at 19:45
João se aliou a Joaquim
Que delatou Tereza que amava Raimundo, o investigado,
Que acusou Maria
Que derrubou a liminar de Lili...
João, por mais crimes que tenha, ainda está no poder
Tereza foi para novas eleições
Raimundo virou governador
Joaquim fechou as contas no exterior e virou herói
Lili se casou com J. Pinto Fernandes, que está preso, e que não tinha entrado na história...
Pedra Su...
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Sílvio Titato
quinta-feira, 24 de março de 2016 at 07:31

A folha em branco pálida
Escreve mais coisas que imagino
Colore sonhos desfeitos
Resgata linhas perdidas
A caneta fiel massageia a folha
Que se vê viva e frenética
Que se vê alma
Que se sorri os olhos
E vidrados versos
Vertem água
E a veemente chaga consolo encontra
E se cala o coração ora acelerado
E na boca fica o gosto do mel
E se vê o céu
Nas letras
Nas fantasias...
Pedra Sut...
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Sílvio Titato
at 07:18

Quando tudo parece faca
Corto tudo
Corto dores
Corto amores
Corte profundo e lento me dilaceram
Afiado no pensar
Faço faca o lembrar
Não controlo a foice, a espada:
Esfaqueado e só,
Procurando linha para me costurar
Pego a linha do trem...
Pedra Sut...
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Sílvio Titato
quarta-feira, 23 de março de 2016 at 08:00

Quero morar no campo,
numa casa afastada,
visitada por pássaros livres.
Quero o verde das árvores ao meu redor,
um riacho doce banhando minha alma,
o silêncio calando meus anseios.
Quero a luz em meu peito,
quero esquecer a multidão, de gente dizendo não.
Seres robóticos,
conectados à rede.
Quero uma rede para deitar,
andar descalço,
sem me preocupar.
Quero ver o sol se pôr,
sem me opor a nada.
Nadar em águas límpidas.
Correr entre as pastagens.
Quero das flores o cheiro,
ignorar o dinheiro e pessoas...
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Sílvio Titato
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016 at 10:02

Jean Paulhan disse: “A vida é em
geral alegre. O que nos torna injustos em relação a ela é que a alegria não é
recordada. Ao contrário, a inquietude, essa, permanece.”
Correria, agitação, ansiedade, síndrome da
urgência, intolerância, finalizando: depressão. Tão comum nos depararmos com
algum conhecido comentando que está passando por algo do gênero ou que conhece
alguém assim.
Vivemos na correria do dia a dia: excesso
de trabalho, no meu caso, tenho dois...
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Sílvio Titato
segunda-feira, 28 de dezembro de 2015 at 07:20

Do vazio fiel se enche
Das sobras do afeto se afunda
De delicados pensamentos: amnésia!
Da visão de si o ego se agita
Numa sombra que assombra o reflexo
O nexo perdeu-se...
Vaidosos instintos afloram-se
a imagem de Narciso é evidente
Menos gente, mais robôs...
Roubaram o real
O ser se encerra e a serra corta laços
O amigo de lá é melhor que o do lado
E não se ouve mais o fado
O piano e a bailarina foram dispensados...
Vieram muralhas num clique...
Pedra Suti...
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Sílvio Titato
sexta-feira, 23 de outubro de 2015 at 09:49

Na dimensão das personalidades pulsando em minhas veias,
abro a janela
da vida e sorrio aos opressores
Ofusco olhares
impiedosos e vomito suaves canções...
A pedra, outrora dura,
torna-se confortável na memória: a pedra sutil!
A pedra que se faz
alicerce, que carrega a estrutura do que sou.
A pedra-máquina e precisa.
A
pedra angular condensada à maciez da lã.
No afã desse doce
raciocínio, sigo meu trajeto reto e seguro.
Um pouco pedra, um pouco
sutil.
Conforme o peso inserido na...
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Sílvio Titato
sexta-feira, 7 de novembro de 2014 at 04:56

De súbito:
subo,
desço,
há elevadores em mim.
Elevo-me,
levo-me,
rapto-me.
Arrasto-me...
Asfalto quente,
pés doentes,
mas caminho,
rastejo,
resgato-me,
rasgo o verbo,
roo a unha,
a carne.
Quero sangue:
sou A positivo,
B negativo,
depende da lua,
do signo,
da senha,
do suor,
das companhias,
das buscas,
dos elos,
das letras,
dos pensamentos ora mórbidos
ora sórdidos
ora floridos
ora ressentidos
ora sossegados,
calados,
aflitos,
eufóricos...
eureca!
Eu mesmo:
eutanásia!
Pedra Sut...
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Sílvio Titato
sábado, 11 de outubro de 2014 at 08:22

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Tentei não escrever sobre política nesse período, mas fui
vencido pela caneta.
Não sou do tipo de
ser fã de ninguém. Primeiro, sei que as pessoas cometem erros, e se me fanatizo,
irei me decepcionar um dia com esse alguém. Não sou fã de Dilma e nem de seu
oponente político. Tenho...
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Sílvio Titato
domingo, 11 de maio de 2014 at 07:40

Leandro Karnal diz: "não existe país com governo corrupto e população honesta". É com esta afirmação que inicio aqui a nossa prosa.
Muitas vezes, demonstramos não acreditar nos políticos aqui
no Brasil, mas esquecemos que os políticos são brasileiros, portanto, se há sujeira na
política, talvez seja por que nossa sociedade anda pecando nas pequenas
demonstrações de cidadania. Notavelmente, exigimos nossos direitos e falhamos
quanto as nossas obrigações mais simples.
Cidadão é aquele que pratica a cidadania. Esta é o conjunto
de...
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Sílvio Titato
segunda-feira, 5 de maio de 2014 at 06:54

Não deveria, mas a gente se acomoda com tantas coisas que o
mundo e a sociedade nos ensinam. Há tanta ideologia nos impulsionando, e muitos
de nós não questionamos, apenas aceitamos e seguimos a maré...
A gente se conforma com uma única visão de religião. E nós nem tentamos buscar
algo diferente, outras filosofias ou, pelo menos, apenas conhecer antes de
julgar.
A gente se conforma
com o noticiário da TV que só mostra desgraças, aceitando que ver gente morta e
catástrofes é um...
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Sílvio Titato
quarta-feira, 30 de abril de 2014 at 05:58

Nunca se pode concordar em rastejar, quando se tem ímpeto de voar. Hellen Kellen
Um dias desses, fiquei a observar uma pomba que adentrou em um prédio quando o portão deste estava aberto. Nesse prédio, além do portão, há apenas janelas que ficam por volta de três metros do chão com vidros transparentes, algumas se abrem com o auxílio de uma espécie de cordinha, outras ficam fechadas sem esse auxílio.
A pomba, ao entrar no prédio, foi atraída pela luz que as janelas trazem e se pôs...
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Sílvio Titato
sexta-feira, 7 de março de 2014 at 14:41

Póstuma pele pálida
Provoco pequenos pretextos
Pareço pássaro pisado
Pés pacatos passam
Piso pedra pontiaguda
Paro pensativo,
pesado...
Penso pedra
Pulo portas
Pendo para primeira pétala
Peco pela próxima palavra
Pa-la-vre-a-do
Pedaços profundos, precários
Padeço por puro pensamento
Pen-sa-men-tos
Pa-la-vras
Pre-fe-rên-ci-as
Paro, piso, peco
Passo...
Pedra Sut...
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Sílvio Titato
domingo, 23 de fevereiro de 2014 at 17:42

Fiz minhas malas, vou partir,
Parte de mim carrego.
Levo a esperança,
Levo os afetos,
Um pouco de medo.
Levo a tristeza.
Levo também a alegria.
Levo memórias, mágoas...
Levo o coração, levo a solidão.
Levo o crescimento, experiências.
Levo a paciência.
Levo a leveza do ser.
Levo o espírito de liberdade.
Levo a euforia da idade,
A euforia da mudança.
Levo a fragilidade de criança.
Levo a nostalgia de adulto.
Levo tudo nesse impulso.
Levo eu:
Livre,
...
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Sílvio Titato
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014 at 05:22

E além da pedra havia um caminho
Foi necessário movê-la...
Pedra Sutil...
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Sílvio Titato
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014 at 04:28
Uma voz oca soa nas ideias
o remédio outrora alívio
passa a ser mortífero
esmago folhas pelos jardins da estrada
quero a luz, mas me esquivo dela
tenho o preto e branco
e me esqueço da aquarela
Uma fé vaga tenta me beijar
apresso o passo e piso brasas
penso muito e tenho pouco
Rouco, tento me lembrar da voz que tive
dos sonhos incompletos
dos medos que me assombravam
e me apego a qualquer migalha de afeto
sem entranhas a me ninar
sou feto
feito de resto de esperança
de resto de vida
E sigo a estrada quente que sangra os pés
peso
penso
observo
A...
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Sílvio Titato
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014 at 08:37
Assistindo
ao programa “Café Filosófico” da TV Cultura um dia desses, estavam debatendo
sobre a sociedade burguesa e afirmaram que vivemos esse modelo de sociedade
aqui no Brasil. Nas discussões, comentavam que na sociedade burguesa a forma
sobrepõe o sentido, ou seja, mesmo quando não acreditamos em alguns padrões sociais,
resolvemos segui-los para não confrontarmos o que uma sociedade julga como
correto. Podemos imaginar algumas situações sobre o assunto quando acreditamos
haver um único padrão...
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Sílvio Titato
domingo, 12 de janeiro de 2014 at 06:41

Dê-me a caneta,
deixe-me ser livre,
pensar sem crise
e fugir do planeta...
Dê-me a caneta
e veja os sonhos que pinto
e as cores que escrevo...
Pedra Sut...
Postado por
Sílvio Titato
quarta-feira, 27 de novembro de 2013 at 08:23

Mas o que é mesmo o tempo? Alguns filósofos o julgam como algo cíclico, que se repete de tempo em tempo. Outros, como alguns voltados ao pensamento cristão, julgam o tempo como linear, chegando portanto a um fim, como por exemplo o fim do mundo, como prega o apocalipse, seria o término do que julgamos o tempo.
A explicação do significado do tempo levou vários filósofos a elaborarem ideias a respeito dele. Kant (1724-1804), por exemplo, disse que o tempo, apesar de ser essencial como parte da nossa experiência,...
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