Queria ser um não contribuinte
Postado por
Sílvio Titato
sábado, 4 de agosto de 2012 at 11:49
0
comentários
Labels :
Dona Maria
tem um filho. Certa vez ela o mandou comprar cinco quilos de arroz e um quilo
de feijão e com o troco, comprar doces. O menino, muito fanfarrão, fez o
contrário: comprou vários doces e apenas uma pequena porção de arroz e outra de
feijão. Dona Maria se sentiu totalmente desorientada e traída. Confiava em seu
filho e este não cumpriu sua parte.
É exatamente isso que ocorre quando pagamos
impostos e o dinheiro que deveria ser empregado a nosso favor não vai ao seu
destino correto.
“Pagamos tributos sobre praticamente tudo o
que consumimos, mesmo que por vezes não percebamos isto, devido aos tributos
estarem implícitos no preço dos produtos adquiridos.” Fonte: www.portaltributario.com.br – 05/04/2012.
Sempre
ouço nos noticiários que o Brasil é um dos países que mais cobram impostos no
mundo. Imagine agora que se no nosso país o pagamento de tributos sobre os
produtos adquiridos fosse facultativo? Chamarei, nessa minha utopia, de não
contribuintes, o que optariam por não pagar impostos. Imagino aqui, pessoas
físicas, cidadãos comuns, que poderiam adquirir suas mercadorias desde a cesta-básica,
por exemplo, até um automóvel, sem contribuir com impostos.
Ao pagar as contas em um supermercado,
imaginem o caixa dizendo:
- Sua compra ficou em trezentos reais!
- Sou um não contribuinte. Você logo
retruca.
O caixa responde:
- Então o valor ficou em cento e oitenta
reais!
Em uma concessionária de veículos, o
vendedor diz que se fosse contribuinte, pagaria trinta e cinco mil por um carro
zero, mas não sendo contribuinte, o mesmo veículo ficaria em vinte e dois mil.
As desvantagens (se é que poderemos assim
chamar) dos não contribuintes é que esses não poderiam utilizar dos serviços
públicos, como: SUS, escola pública, rodovias, etc.
Ao não contribuir com impostos, sobraria por
volta de quarenta por cento do nosso salário. Poderíamos, quem sabe, pagar uma
boa escola aos nossos filhos, pagar por um atendimento de saúde digno, teríamos
condições de transitar em rodovias particulares que poderiam existir, pois nos
sobraria dinheiro para pagar os pedágios que essas teriam... Não quero
desvalorizar aqui os profissionais das redes públicas, mas sim o sistema que os
gerem.
A opção de não contribuir com impostos nos daria
autonomia para administrar uma grande parte do que ganhamos (os quarenta por
cento citado) e que deixaria de estar em mãos erradas, nas mãos de quem confiamos,
como no caso de Dona Maria, e que nos decepcionam.
Se tudo isso fosse possível, se pudéssemos
escolher a não contribuir e com isso passar a não poder depender de alguns
setores que o Estado oferece, eu, obviamente, seria um não contribuinte!
Pedra Sutil
Assinar:
Postar comentários (Atom)